Pular para o conteúdo principal

Sabeis

Bem-estar

O impacto das nossas escolhas

(05/10/26)

Desde criança aprendemos, ou deveríamos aprender, que não podemos ter tudo ao mesmo tempo. Por isso, precisamos escolher entre várias opções aquilo que desejamos naquele momento, seja um brinquedo, um sabor de sorvete ou uma roupa.

Nossas escolhas também são influenciadas pelas condições que temos. Dependendo das possibilidades econômicas da família, podemos ter mais ou menos do que nossos colegas ou familiares. Desde cedo, começamos a perceber que escolher significa também renunciar a alguma coisa.

Quando nos tornamos adultos, as decisões aumentam. Qual curso fazer? Que profissão escolher? Muitas vezes, essas decisões deveriam levar em consideração as habilidades, os interesses e os gostos de cada pessoa. Porém, nem sempre é assim.

Há famílias em que determinada profissão já faz parte da história familiar. Existem vários médicos ou advogados na família, por exemplo, e a pessoa é incentivada a seguir o mesmo caminho dos parentes.

Se ela tem aptidão e realmente deseja seguir aquela profissão, pode ser um bom caminho. O problema surge quando essa escolha não corresponde aos seus interesses, habilidades ou sonhos. Nesse caso, o que deveria ser uma decisão pessoal pode se transformar em uma imposição.

Por isso, ao longo da vida, vemos pessoas que seguiram uma carreira por influência de terceiros e que, depois de maduras, decidiram buscar aquilo que realmente desejavam. Muitas passam a correr atrás de seus sonhos e propósitos, mesmo que isso signifique mudar de profissão, recomeçar ou enfrentar novos desafios.

A importância de escolher bem quem faz parte da nossa vida

Não escolhemos nossos pais, irmãos e familiares. Simplesmente nascemos naquela família. Algumas correntes espiritualistas, porém, acreditam que essa família pode ter sido escolhida antes de nosso nascimento, embora não tenhamos consciência ou lembrança desse processo.

Enquanto estamos neste planeta, temos a possibilidade de escolher muitas das pessoas que farão parte da nossa caminhada. Podemos escolher nossos amigos, parceiros, namorados e, em muitos casos, até mesmo as pessoas com quem trabalhamos ou convivemos diariamente.

Essas escolhas são importantes porque as pessoas que permitimos que façam parte da nossa vida podem exercer grande influência sobre nós. Podem nos incentivar, apoiar, ensinar e contribuir para o nosso crescimento, mas também podem nos desestimular, nos afastar de nossos objetivos e até nos fazer sofrer.

Escolher bem nossos relacionamentos não significa buscar pessoas perfeitas, porque elas não existem e nós também somos imperfeitos. Significa observar quem mantemos por perto, quais valores possuem, como nos tratam e como nos sentimos quando estamos em sua presença.

Existem pessoas alegres e positivas que nos fazem bem. Sua presença transmite leveza, confiança e tranquilidade. Outras, porém, parecem carregar uma energia mais pesada e negativa, que pode nos deixar desanimados, inseguros e emocionalmente desgastados.

Por isso, é importante observar não apenas o que uma pessoa diz, mas também aquilo que sentimos quando estamos ao seu lado. A energia que alguém transmite pode revelar muito, principalmente quando aprendemos a prestar atenção às nossas próprias sensações e intuições.

Também é indispensável observar se existe coerência entre aquilo que a pessoa fala e a maneira como age. Palavras podem convencer, mas são as atitudes que revelam quem realmente somos.

Se estivéssemos mais atentos a esses sinais, com certeza evitaríamos muitas dores, decepções e desgostos ao longo da vida. Algumas pessoas passam por nossa vida por um período, enquanto outras deixam marcas que podem permanecer por muitos anos.

 

Devemos carregar culpa pelas escolhas que fizemos?

Devemos ter em mente que as escolhas que fizemos ao longo da vida foram tomadas de acordo com a maturidade ou imaturidade que tínhamos naquela época. Muitas vezes, só o tempo nos traz uma compreensão mais clara dos fatos e das consequências de nossas decisões.

A culpa aprisiona; devemos substitui-la pela responsabilidade.

Assumir a responsabilidade por nossas ações é sinal de maturidade. É essencial agir com cautela e planejamento para evitar arrependimentos futuros. Mas, se o arrependimento acontecer, precisamos aprender com nossos erros, sem nos martirizar. Isso significa assumir as consequências de nossos atos, refletir sobre o que poderia ter sido diferente e, quando necessário, mudar nossos comportamentos e atitudes.

É a maturidade, aliada ao autoconhecimento, que nos permite desenvolver o discernimento e a serenidade necessários para compreender nossas escolhas, aprender com elas e seguir em frente.

 

Autoconhecimento: o primeiro passo para boas escolhas

Para fazermos boas escolhas ao longo da vida, precisamos nos conhecer profundamente e compreender o que realmente queremos. Também precisamos refletir sobre a maneira como nossas atitudes impactam a nós mesmos e às pessoas ao nosso redor.

Como diz aquele conhecido ditado: “Não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem a você”, pois todas as nossas ações, cedo ou tarde, trazem consequências.

Quando buscamos um caminho profissional ou um relacionamento, é importante nos perguntarmos o que realmente desejamos, levando em consideração nossa personalidade, nossos valores e nossos gostos. Ao mesmo tempo, precisamos encontrar um equilíbrio entre seguir nossa própria consciência e saber ouvir pessoas experientes, confiáveis e sensatas.

Muitas vezes, quando estamos emocionalmente envolvidos, deixamos de perceber situações que outras pessoas conseguem identificar com mais clareza. Podemos justificar determinados comportamentos, acreditar em promessas e ignorar sinais importantes. Por isso, é fundamental saber ouvir aqueles que nos conhecem e verdadeiramente desejam o nosso bem, sem abrir mão da nossa capacidade de analisar e decidir.

Conhecer a si mesmo nos ajuda a compreender nossas necessidades, reconhecer nossos limites e perceber o que realmente combina com nossos valores. Quanto maior o autoconhecimento, maior será nossa capacidade de fazer escolhas conscientes e assumir a responsabilidade pelos caminhos que decidimos seguir.

XXXXXXXXX (PGIA)

Redação Sabeis – X

Juliana Lima

Redação Sabeis – Bem-Estar